quinta-feira, 28 de abril de 2016

O Tempo










Se existe algo que representa e se aproxima do ideal de justiça Divino, ele chama-se Tempo.


Nada o detém ou modifica. Ele porém, a tudo muda.

Com ele a justiça é feita, as verdades são compreendidas, as mentiras descobertas e a vida revela-se.

Nada exige, nada espera, nada precisa. É o senhor absoluto.

De nós no entanto, aguarda, que tenhamos paciência e serenidade para que ele possa acontecer. rsrsrsrsrs

SRB - 28/04/2016

Ressurgência






O que retorna à superfície
ressurgindo de dentro e do além
sendo da vida o próprio artífice,
não cabendo no fundo
voltando à necessária planície
buscando a vida que lhe convém . . .

Andando mais uma vez pelo mundo
atendendo ao chamado que a vida lhe faz
aceitando mais uma vez o desafio
da forma que lhe é contumaz,
afiando com zelo o fio,
da lâmina que lhe é assaz.

Ressurge novamente nesta dimensão,
trazendo de novo o sentido e a razão
da memória de porque vive na contramão,
fazendo ver a quem o deplora
porque só a vida é quem tem a razão.

Em um mundo que anda para trás
e que cambaleia,
no qual é simplesmente impossível
escapar à sua teia,
só resta crer no divino ensinamento
enquanto a maioria apenas escamoteia.

Quando pensam ser senhores
podendo fazer o que querem
e à natural ordem enganar,
sendo apenas reles impostores
que não havendo como a ela enganbelar
respondendo por tudo o que fizerem
seja aqui, ou em qualquer outro lugar.

Na batalha sem vencedores
desta guerra inútil e infinda
onde não há pudores
na qual estão sempre na berlinda
evitam seguir a óbvia direção
à qual fala o coração,
na busca de um profundo sentido
em meio à tanto ato irrefletido.
ao fim só encontrarão Bushido . . .

SRB - 28/04/2016

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Utópica Virtude




E no longo caminho a percorrer
não adianta parar
nem tão pouco correr,
pois o tempo não pára
e muito menos irá retroceder.

E ao longo do sinuoso percurso
preste atenção ao agora em curso,
pois muito terás de fazer, enquanto te deparas 
com os arautos da virtude,
que ficam só nas verborragias raras
em que se declaram, mas sem nenhuma atitude.

São os que só olham em uma única direção
sem perceber que podem estar na contramão,
pois o caminho em que estamos
ainda é dual, nesta nossa dimensão . . . 

Onde aprendemos com a holografia do mal
e não só com o ilusório bem,
que por vezes também engana
aquele que dele muito se ufana,
esquecendo que aqui se detém 
porque seu passado aqui o retém . . .

São os que pensam a Luz ter enxergado
e acham que já não precisam nem querem
olhar para o outro lado,
e assim não percebem
que podem estar no viés errado.

Acham que viram o passarinho cor de rosa
mas que ignoram a própria prosa,
onde tentam fazer de conta
que o mal, em si, não existe
mas que não enxergam, 
que é por isso que ele ainda persiste.

Pois aqui nesta dimensão estando
a todos se igualam, 
neste reles mundo nefando
e que a ele só deixarão,
quando aprenderem a verdadeira lição
ao mal não mais reprovando.

A vida em frente sempre segue
e a todos nós igualmente persegue,
através dos nossos atos,
meros intrumentos dos fatos
aos quais o Alto se utiliza com tato,
em seus divinos intentos
derrubando os vazios argumentos
daqueles que ainda não possuem a compreensão
de que não são superiores ao seu irmão.

SRB - 27/04/2016






domingo, 24 de abril de 2016

Miragens




No deserto em que por vezes nos perdemos
e em que não raro, de certo modo, nem sabemos,
caminhamos a esmo a procura da verdadeira fonte
que dentro de nós existe, lançando o olhar no horizonte
que prematuramente ainda não percebemos.

E com duvidosos passos claudicamos sem chão
atrás das diáfanas miragens que criamos,
sutilmente e sempre em vão,
indo decerto novamente na via de contramão.
em busca mais uma vez da inútil ilusão . . . 

Que dentro de nós desde há muito habita
enquanto vagamos à esmo,
ecoando fundo na alma que grita
sendo o motivo de novo o mesmo.

De estar aprisionado, enfim, nesta dimensão
preso ao tempo e ao espaço,
de não encontrar no agora oásis ou regaço,
repetindo sempre, até aprender, o mesmo passo.
que marca dentro de si e na memória
o velho e repetido compasso
tentando mudar a interna trajetória
para sair finalmente do pretérito laço . . . 

Tendo no corpo o templo e a prisão
sendo ele a imagem do divino grilhão
que ao espírito abarca, imprimindo 
na fronte a indelével marca 
de sua infinita repetição.

Percebendo por fim a interna miragem
poderás fazer dela a mística passagem
para que assim finde a eterna viagem
deixando de carregar a errônea bagagem
que atrasa e ludibria aquele que está só de passagem . . . 

E ao perceberdes por fim
aonde te leva o derradeiro caminho
aprende a reconhecer o excelso mapa
pois do deserto interior dificilmente se escapa
senão guardamos dentro de nós a lição que encapa
o livro que escrevemos enquanto vivemos
rabiscando nossa história enquanto acontecemos
imprimindo na vida o que somos mas que  quase sempre nos esquecemos . . . 

SRB - 24/04/2016

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Fluência




A fluência não aceita a dependência
e muito menos a decadência
existente na carência,
de buscar no outro a suficiência
para sua própria independência.

Ela infere sempre
o necessário existir, suficiente,
o viver de forma imanente,
da troca em tempo presente
 em posição de igualdade,
seja qual for a realidade
em que o existir acontecer.

Pois passar a vida dependendo,
é um modo de viver,
assaz horrendo,
que diminui qualquer ser . . .

O fluir que a vida enseja
é para que alcances
a dimensão em que o amor sobeja,
sem que para isso, você esteja
a precisar de um querer.

Pois amor de verdade
não depende da realidade,
de sentimento ou de idade . . .
Pois não está naquilo que almejamos,
e sim ao que no fundo, nos entregamos
dando o melhor de nós,
onde quer que estejamos
com o melhor do nosso ser . . .

Para que um dia, quiçá, consigamos
sermos melhores do que aparentamos
fluindo de verdade, na vida que ensejamos,
permitindo ao outro, florescer.

SRB - 18/04/2016









Inusitado




E mais uma vez
encontro-me diante do inusitado,
tentando perceber no todo,
aonde está o melhor lado.

Não aquele que
miopemente desejo,
mas o que o Alto a mim alude,
deixando de lado
a arrogante atitude,
que à Alma cega,
enquanto a ilude.

Na prestidigitação
que o ego cria,
configurando a ilusão
que nele sempre recria,
a incansável repetição,
até que compreendas, enfim,
a verdadeira missão.

Que quase sempre
longe se encontra
do egoístico caminho
da falsa resposta pronta,
daquele que finge procurar
e por isso mesmo
nunca a encontra . . .

A simples resposta
para toda aparente proposta,
que na quimera sempre aposta
desviando-te, assim,
mais uma vez e de novo,
do singelo e sublime aprovo.

Que do Alto procura-te
sem ainda encontrar em ti,
a humildade necessária,
para que recebas, enfim,
aquilo que desconfigura
a tua ainda pequena
e imperfeita evolução.

SRB - 18/04/2016











Todos os dias





Sabedoria para
levar a vida na fluência,
com a sábia cadência,
e a desejada decência
alimentando a profícua consciência . . . 


Para mantermos a audiência
que precisamos manter para estar no agora,
qualquer dia e toda hora,
fazendo da vida o presente,
que é não estar ausente
do decorrer da existência
que acontece com a insistência
que devemos manter
na expectativa do viver . . .

SRB - 18/04/2016

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Densidade





É a textura com a qual somos feitos
a mesma que sustenta os nossos insistentes defeitos,
e também as nossas virtudes,
frutos de nossas boas atitudes
se delas já conseguimos nos valer.

Está presente em nossa aquosidade plasmática
que espargimos em representações midiáticas,
meras expressões das inferioridades do nosso ser.

Demonstrando a resiliência, ou não, de nossos planos,
quase sempre meros desenganos
nas lições que nos fazem crescer,
nos sofrimentos que angariamos
e que de forma inconsciente 
ainda fazemos por merecer.

É o invisível que nos envolve
que ao íntimo sempre revolve,
arrancando sempre, lá do fundo,
o melhor do nosso ser.

Ao fim é só a profundidade,
ou não em que estamos,
no mundo  interior em que ainda flutuamos,
sem termos a noção de que nele habitamos,
por ser ainda supérfluo e raso
o mergulho que nele damos . . . 

SRB - 13/04/2016



sexta-feira, 8 de abril de 2016

Vocare






É a íntima voz que de dentro te chama
a suave brisa que a tudo suaviza
mantendo viva a interna chama.

É o divino convite
que do âmago vem,
e dele de fato
não escapa mesmo ninguém,
dependendo somente de você
ouvir e entender
o unitário chamado
mostrando, enfim,
se já estás conectado.

É a infinita melodia
que está sempre a tocar,
a qual a existência te convida
constantemente a bailar,
mostrando que a vida,
lá no fundo, é um grande baile
no qual viestes dançar.

Mas o grande segredo
que precisamos vislumbrar
é que ao natural ritmo
não é possível forçar,
pois a música, dita por si só,
o passo da dança, enquanto
a Alma se diverte e balança . . .

E aquele que acha que
o seu compasso pode impor,
descobre sempre o próprio ego opressor
que ilude e engana ao incauto agressor.

Pois é preciso que com a sincronia das notas,
enfim,  fluamos,
estejamos onde estivermos
onde quer que existamos,
pois se a sagrada centelha
que à tudo anima não respeitamos,
ela vem de súbito e muda
todos os nossos planos.

Pois é preciso crer
na transcendente sabedoria
do intrépido viver,
pois àquele que desperta
já não é mais possível interromper
o contínuo chamado que
nos permite verdadeiramente, ver . . .

Que somos feitos da sutil energia,
que em tudo habita e contagia,
se a ela nos unimos
com entusiástica alegria,
para podermos acompanhar
a excelsa melodia.

É preciso então que escutemos ao próprio coração,
seguindo com coragem na própria vocação
para que o tempo de que dispomos,
não se perca, mais uma vez, em vão . . .

Então preste, de novo, muita atenção
à eterna, sábia e necessária lição
para religar-se sem demora
à celeste canção,
dançando no compasso da hora
sem a inútil contradição,
atendendo à batuta do divino maestro
na sua solitária audição
mostrando que já estás conectado
com a sua própria missão.

Tocando sua partitura
deixando de lado a negação,
fazendo seu melhor estribilho
trazendo de volta o verdadeiro brilho
seja qual for a condição,
deixando de desafinar nas notas
de sua própria evolução . . .

SRB  -  08/04/2016