que nos colhe de repente
sem aviso ou remetente
sempre inesperadamente
e via de regra de roldão
levando-nos de uma só vez
ao vórtice do furacão.
Mas sim aquela
que te mata em vida,
fazendo da rotina a própria lida
definhando um pouco a cada dia
se desfazendo aos poucos
na contínua sangria,
saboreando aos pedaços
em uma necrose intermediária
fruto da neurose diária
que ao ego protege.
E assim vai
Tecendo sua tese
na ilusória exegese
da sua própria trajetória
que de nós exige
a submissão que corrige
atrasando mais uma vez a missão
que já não mais
ao ser aflige,
daquele que busca sempre renascer,
ao comando de cada alvorecer.
Para que ao fim
possa então florescer
no jardim da sua alma
o ritmo das estações
que à natureza renova e equilibra
para prosseguir sempre . . .
SRB - 17/02/2012
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